Daltr

6 pedras nos meus rins e mais alguma coisa
May 19
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Crônico

Acordei 3 horas da manhã e decidi que não iria fazer como nos dias anteriores e desperdiçá-lo acordado de noite e dormindo de dia. Como eu não podia mais voltar para a cama e dormir, resolvi ficar acordado o tempo que fosse até chegar a hora de dormir dos justos (e empregados). Assim o fiz, mas fui tomado de uma ânsia que me impedia de apenas ficar sentado no sofá esperando o dia clarear para fazer alguma coisa. A primeira coisa que fiz foi ver todos os anúncios impressos do clube de Criação que não olhava há muito tempo. Eram mais de 260 peças. Pulei os spots e filmes para não empacar a leitura. Salvei alguma coisa que achei interessante no meu banco de anúncios.

***

Ainda vi alguma tv, mas de madrugada não há muita coisa, mesmo na TV paga a que estou preso por um contrato feito na época das vacas gordas. Na minha última tentativa de cancelá-la, argumentei com a atendente que num momento de crise a empresa deveria se manter em disposição de ajudar os clientes que estão em situação delicada, assim como o governo está para ajudar os setores que estão em dificuldade. Mas ela não quis ou não pode fazer nada por mim. Tive de entender, os contratos estão aí para serem honrados. Mas me lembrei de um caso que aconteceu na última vez em que fiquei desempregado. Na época havia me demitido para me mudar para São Paulo. Como estava sem emprego, resolvi cancelar a Folha de S. Paulo. Liguei e expliquei para a moça que estava desempregado e não podia arcar com a assinatura e por isso iria cancelá-la. A resposta dela me pegou desprevenido. Ela me disse que seria muito mais fácil para conseguir emprego se eu estivesse bem informado e que para me ajudar a ficar bem informado eles me dariam alguns meses de assinatura gratuita. A TVA tem muito que aprender com a Folha.

***

O dia clareou e eu já tinha mandado muitos e-mails. Um para o Vinicius, outro para o Carrascoza e muitos para agências com meu portfólio e um pedido para que ele fosse incluído na pilha para futuras contratações. Tomei banho com uma idéia na cabeça de ir ao cinema assistir Star Trek. Queria pegar a primeira sessão possível, porque sabia que em algum momento o sono iria me derrubar. Se posso dormir de graça em casa, não gostaria de pagar quase 20 reais para fazê-lo sentado no cinema. Analisei minhas opções. No Cinemark eu pagaria apenas R$ 6,00 para ver o filme. No shopping A eu pagaria estacionamento também. No B não, mas as sessões começavam muito tarde. Acabei optando pelo Bristol, onde paguei R$ 14,00 + metrô, mas a sessão começaria às 13 horas.

***

Como ainda não passava das 7 horas, e aquela ânsia começava a corroer meu estômago fui fazer a única coisa que podia naquele horário sem incomodar ninguém. Peguei o jornal e fui lavar roupas na casa do Vinicius. Foram dois cestos enquanto ele dormia e mais um depois que ele saiu para trabalhar. Saí também para tomar café da manhã. Depois de tentar em vão no Mc Donald´s fui ao português da rua de casa. De lá passei na lotérica para receber meu seguro-desemprego. Eu esperava que a situação não fosse chegar neste ponto. Imaginei que me recolocaria antes de sair a primeira parcela. Não foi o caso e agora torço para que não tenha de receber a próxima.

***

Fui ao cinema de metrô. Na ida peguei um dos novos trens. Coisa fina. Portas bem largas, ar condicionado, um robô dizendo as estações e não o habitual condutor afônico e tudo o mais. Se eu tivesse de me locomover de metrô iria querer um trem daquele todos os dias.

***

Ir ao cinema na primeira sessão, tem lá suas vantagens. Pouquíssima gente (mais 4 pessoas viram o filme comigo), salas limpas e nenhum adolescente barulhento. Contudo, a bilheteria não estava aberta quando cheguei, os funcionários estavam sonolentos e máquina de refrigerantes da bomboniere não tinha refrigerante. Me contentei com um chá gelado.

O filme. Bom, o filme foi o que eu precisava naquele momento. Prendeu minha atenção completamente do início ao fim. No início achei que o clichê fosse dominar a tela toda. Como sempre o recrutador vai atrás do cara com potencialidades gigantes e gênio indomável, mas ele não tem interesse porque prefere ficar batendo a cabeça nas paredes do interior. Mas o recrutador tem uma frase especial que o faz pensar e aparecer no outro dia para encarar o desafio. Eu já vi isso um milhão de vezes e quando vi novamente hoje pensei em pegar meus 14 contos de volta mesmo que para isso tivesse de levar uma poltrona do cinema comigo. Mas, a forma como as coisas se encaminharam foram muito melhores, pelo menos para mim. Por fim, não se tratava de quebrar as regras, mas sim de segui-las, mesmo que elas fossem arbitrárias. Na mão de alguém menos habilidoso seria confuso acompanhar a trama com saltos no tempo, mas o JJ com toda sua experiência de Lost, deixa tudo muito fácil de entender.

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Pondé

Quando Luiz Felipe Pondé substituiu Nelson Ascher na última capa da Ilustrada, às segundas, eu fiquei irritado. Não que tivesse alguma coisa contra o LFP (nem poderia, já que não o conhecia), mas tinha tudo a favor do Nelson. Contudo, aos poucos ele foi se acomodando no espaço e eu gostando cada vez mais. No texto de ontem, me fez pensar que a coluna é dele e ninguém mais tasca. Faço dela a minha indicação de leitura e copio abaixo um trecho para abrir o apetite:

“Às vezes, para mim, um sorriso de uma mulher bonita numa manhã qualquer determina minha aceitação do mundo, enquanto que uma alma azeda me torna um cético contumaz. Minhas idéias são como que escravas de um gesto doce ou de um corpo belo.”

O texto todo está disponível para assinantes Folha/UOL aqui.

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May 07
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Dias de Crise

Fui na Zara comprar auto-estima, mas estava em falta. A mocinha disse que estava sem previsão de chegada. Resolvi postar esta frase no twitter e não tive nenhum retweet. Fiquei ainda pior. Passei na Liquor Store e comprei auto-piedade líquida. Tive de pegar fila para pagar.
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Apr 27
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Outra muito boa do Arnaldo Branco.
Outra muito boa do Arnaldo Branco.
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Vacina da Gripe

Eu adoraria tomar a vacina da gripe e evitar passar pelo meu inverno padrão. Contudo, as vacina só é aplicada gratuitamente para aqueles que tem mais de 60 anos. Eu sempre digo que minha idade mental é esta, mas ninguém vai acreditar. Para tentar convencer a enfermeira, fiz uma lista de pontos que me colocam nesta faixa etária.

  1. Leio jornal impresso
  2. Odeio que leiam o jornal antes de mim
  3. Sou “de direita”
  4. Acho que tudo está “pela hora da morte”
  5. Dirijo vagorasamente pela estrada
  6. Acho que estou sempre certo
  7. Gosto mais de Windows que de Mac
  8. Adoro remédios (inclusive vacinas)
  9. Ouço Ney Matogrosso
  10. Reclamo de tudo que surgiu de dez anos para cá
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Apr 17
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Continuaremos a lutar contra todas as formas do crime organizado transnacional, tráfico ilícito de drogas, tráfico ilícito de armas, munições e explosivos, tráfico ilícito de pessoas e tráfico de migrantes, lavagem de ativos, corrupção, terrorismo, sequestro, quadrilhas criminosas e crimes associados com o uso da tecnologia, inclusive o crime cibernético”. Poderia ser substituído por “cumpriremos nosso dever”. Ponto. Aliás, quase todo o texto poderia ser trocado pelas três palavras entre aspas acima. Melhor ainda seria se realmente cumprissem o seu dever em vez de apenas prometer fazê-lo.
— Clóvis Rossi hoje, na Folha
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Apr 15
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Pensando em novas profissões e nas entrevistas

1) Prazer, meu nome é Dalton e eu sou compositor de música gospel. Não acredito em Deus, mas meu “eu lírico” acredita.

2) Bom dia, meu nome é Dalton e eu sou ator pornô. Não tenho um grande “talento”, mas sou muito carismático.

3) Gostaria de me candidatar a vaga de psicanalista. Não tenho formação acadêmica, mas fiquei mal resolvido na fase anal retentiva e talvez eu seja apaixonado pela minha mãe.

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Apr 02
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Cada um de seu jeito, eles me ensinaram a analisar um texto, mas a razão de minha gratidão por eles é outra: todos confirmaram meu amor pela ficção, porque todos entendiam que a primeira tarefa do crítico é a de se deixar seduzir pela obra e, com isso, ajudar o leitor a permitir que a obra entre na sua vida e a transforme.
— Contardo Calligaris, hoje na Folha. Só para assinantes.
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Apr 01
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Dia da Verdade

Tudo começou quando os puritanos (cristãos com tempo) concluíram que um “dia da mentira” ia diretamente contra as leis de Deus. Não adiantou em nada lhes lembrar que o Estado é laico. O contra-argumento do bispo de Olinda foi que de maneira alguma se deveria fazer apologia à mentira. Em coletiva dada a imprensa contou a história de Ananias, que segundo o Velho Testamento, mentiu diante da igreja e instantaneamente morreu. Ainda segundo ele, mentir só não era pior que abortar.

Embora, na ocasião, aquela bizarrice parecesse sem pé nem cabeça, a campanha para acabar com o dia da mentira uniou protestantes, católicos, ortodoxos, pentecostais e até alguns judeus sefarditas. E, com tanta gente pressionando, o governo federal resolveu acatar a opinião pública. E foi assim que o dia 1º de abril passou a ser conhecido como o “dia da verdade”.

Mas, como sempre, onde o governo federal se mete não sai nada muito positivo. Enquanto na época do “dia da mentira” as mentiras eram opcionais, no “dia da verdade” é proibido mentir sob risco de sofrer os rigores da lei. E foi exatamente assim que aconteceu depois que todas as liminares caíram no STJ. Em cada repartição pública e locais de grande circulação havia um fiscal da verdade. Em sua maioria mães (antigas fiscais do Sarney) por sua alta capacidade de detecção de mentiras.

Quem pode, naquele dia nem saiu de casa. Infelizmente a maioria dos trabalhadores não teve opção. Quase todos que chegaram atrasados naquele dia foram presos. Segundo o IBOPE 64% das pessoas presas por mentir sobre o atraso alegaram um pneu furado, fosse do carro ou do ônibus. Doze porcento tentaram passar a conversa do filho na escola (tendo filhos ou não) e também foram presas.

O Congresso Nacional, as assembléias legislativas e as câmaras de vereadores em todo o país não abriram. Não alegaram motivos, limitaram-se a dizer que só tocariam no assunto no dia seguinte. Também não foi possível completar uma só ligação para os SAC’s das empresas de telefonia celular.

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Mar 31
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Até logo

E então ele ficou cansado de bater cabeça. Ficou durante muito tempo se perguntando como é que podia tentar se encaixar num mundo onde se fica 20 anos estudando para finalmente fazer um trabalho que se poderia aprender em 20 semanas. Como não achou respostas resolveu voltar para casa.

Falam muito mal do interior. Nada mais cosmopolita, hoje em dia, que criticar os caipiras. Por aqui é bom saber que para ser “cidadão do mundo”, tem de se ignorar que no mundo também tem interior. Será que com a internet ainda é preciso estar fisicamente em algum lugar para se experimentar algo?

Por sorte ele gosta de contrariar e, por isso mesmo, vai tentar provar que onde você está agora é o que menos importa se você sabe onde quer estar no futuro. Mesmo que ainda haja dúvida e medo ele vai de cabeça erguida. Mas não sem antes dar uma olhada na cidade que está abandonando, sem saber se um dia vai voltar.

Com ele vai também a saudade dos amigos e o desejo de toda a sorte do mundo.

Até a próxima Denis. São Paulo, assim como eu, vai sentir a sua falta.

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Mar 13
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Janotinhas

I

Fiquei muito tempo sem postar por não saber se ainda podia postar alguma coisa que nnão fosse conto/farsa/crônica. Uma olhada rápida neste blog demonstra que os posts literários conseguem alguns comentários, qualquer outra categoria passa ao largo. Infelizmente não tenho nenhum conto para postar. Se quiser contrariar, comente abaixo.

II

Como todos já sabem, estou desempregado. Virei estatística da crise. Não é tão legal quanto parece participar ativamente de uma crise mundial que (segundo dizem os que não tem nada para dizer) será histórica por mudar o capitalismo. Eu preferia ser como aqueles cronistas da Revolução Francesa que não perderam suas cabeças.

III

Sim, eu também acho o Bispo de Olinda escroto e vou começar a cobrar que o Estado seja realmente laico. Se a Igreja pode seguir suas regras num mundo em que ninguém liga para elas, então quando eu encontrar uma cruz numa escola pública ou um santo em hospital público vou pedir gentilmente que retirem já que o Estado separou-se da Igreja por aqui há quase 120 anos. E como não poderia deixar de ser vai o comentário de Jão Brunelli:

“Para o arcebispo de Olinda, José Cardoso Sobrinho, o aborto é um crime mais grave do que o estupro. É por isso que os cônegos preferem os meninos.”

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Feb 19
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Lendo

“Aforismos

A epistemologia torna a dieta algo discutível. Se nada existe a não ser dentro da minha mente, não só posso pedir o prato que quiser, como também o serviço será impecável. O homem é a única criatura capaz de não dar gorjeta para um garçom.”

Woody Allen no conto Assim comia Zaratustra pertencente ao livro Fora de Órbita

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Feb 11
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De pai pra filho

A forma como nós nos lembramos da coisas diz muito sobre a importância que damos para elas. Eu, por exemplo não consigo me lembrar dos dias que passei com meu pai. Não de todos. E durante muito tempo acreditei que isso era porque nós nunca nos demos muito bem. Hoje fez 5 anos que ele morreu e eu me esforço para lembrar de como foi que chegamos a este ponto. Não consigo. Me lembro de amenidades apenas, como a vez em que estivemos de férias em Belo Horizonte. Eu devia ter 7 ou 8 anos. Resolvemos fazer um programa de homens, ir ao cinema.


Não levamos as meninas. Iríamos sós desbravar a cidade que me acolheu por poucos anos, mas que o acolheu por 25, antes de enxotá-lo. Pegamos o 2001 sentido centro. Era ali que começaria nossaodisséia, ele me disse. No interior nunca andávamos de ônibus , mas em Belo Horizonte era divertido. Dava para ir vendo o caminho com calma, as pessoas apressadas e nós dois apenas nos deslocando sem muita pressa e nem pressão. Ao passar por alguns lugares que lhe traziam lembranças ele me contava histórias. Contou-me que certa vez andara, sem dinheiro para oônibus, de onde estávamos até a Praça Sete para se encontrar com uma namoradinha que acabou lhe dando o bolo. Então, sabendo que seu irmão não saía do Café Pérola, foi até lá afogar as mágoas.

Descemos no início da rua Rio de Janeiro. Como ainda faltava um bom tempo para o início da sessão, paramos para comer. Ele queria me levar a um restaurante, mas menino do interior que ir noMcDonald’s. Ele fez minha vontade. Ficou devaneando na mesa enquanto eu comia se poderíamos abrir um restaurante no interior chamado Mc Ronald ‘s. Eu não soube o que dizer. Saímos de lá e tivemos de fazer outra parada para ele me comprar um sorvete. Enquanto subíamos a rua meu sorvete ia derretendo e me deixandomelecado . Mas como meu pai era um homem prevenido, o que antigamente era chamado apenas de homem, tinha um lenço no bolso e pôde me limpar antes de chegarmos ao cinema.

O plano era assistir ao filme novo dos Trapalhões. Mas foi mal planejado. Querer ir ao cinema no meio das férias, assistir a um filme dos Trapalhões em plenos anos oitenta não era tão simples. A fila composta de mães e filhos dobrava o quarteirão. Fomos direto à bilheteria e descobrimos que os ingressos já estavam esgotados. Não houve jeito e voltamos descendo a rua novamente em direção ao ponto de ônibus. Não me senti frustrado e nem chateado por não ver o filme. O dia tinha sido tão bom, que poderíamos ver o filme outro dia.
Essa lembrança me impede de entender como foi que nos afastamos tanto. Talvez, por me lembrar apenas dos bons momentos, isso signifique que não ficaram mágoas, não da minha parte. Mas quais seriam as lembranças dele se ele ainda estivesse por aqui?

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Feb 09
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Livemocha é uma plataforma online para o aprendizado de línguas totalmente gratuito. Funciona como uma rede social. Você faz o cadastro, preenche um perfil onde determina qual a língua nativa, quais línguas domina e quais quer aprender. Com o perfil preenchido, o site estipula um guia de estudo para você. Todas as lições são compostas por uma apresentação (estilo powerpoint), com exercícios para se fazer online. O grande barato se dá nas duas últimas etapas de cada lição. As redações são postadas e outros usuários, nativos na língua estudada a corrigem. A correção é feita por tantos quantos se oferecerem para fazer e podem ser votadas de acordo com o nível de precisão.
A expressão oral é gravada no próprio Livemocha e também disponibilizada para análise de outros usuários. Em troca, toda vez que se manda algo para ser corrigido, o site pede para que você também analise em sua língua as lições dos estudantes.
A plataforma permite ainda conversar por mensagem instantânea com usuários adicionados a sua lista de amigos e comprar aulas de 15 minutos com professores nativos cadastrados.

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Feb 08
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Legados de Campos

Quando na semana passada li esta citação, achei que fosse mentira. Mais um destes fakes em que a imprensa acaba sempre caíndo. Mas ela continuou aparecendo e (pelo menos eu não vi) contestação de seu autor. A citação é a seguinte:

“Sem o televisor, como o autor poderia assistir às gostosas do Big Brother?”

 Se tivesse sido falada por um adolescente, no intervalo do colégio, já seria digna de um safanão, mas o autor, conhecido como Cláudio Ferreira do Rodrigues ou Juiz Cláudio Ferreira dos Santos, a proferiu em uma sentença que determinava uma indenização para um homem que havia comprado um aparelho televisor com defeito.

Fato interessante é que o magistrado o fez na comarca de Campos, no estado do Rio de Janeiro. Como Campos sempre me faz lembrar de um certo casal, resolvi fazer uma lista de coisas que Campos legou ao mundo:

  1. Anthony Garotinho
  2. Rosinha Garotinho
  3. A sentença que faz apologia às drogas
  4. Alexandre Mocaiber

A lista está aberta para sugestões.

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