Não me convidem para sair, não esperem mais cartas que os 8 selos que tenho, não me ofereçam ótimos negócios, não me tragam Archives, não me chamem para jogar bola, não me falem dos outlets, não me sugiram livros, não me roubem, não me furtem, não me esperem, não me demitam, não lance filme (Woody Allen), não acabem com o meu sabão.
Pelo menos até dezembro.
Assim como aquilo que é concreto nasce antes no mundo das idéias, nasceu agora o pequeno Eugênio enquanto eu tomava um café no terraço. Parece-se um pouco comigo, um outro tanto com a mãe. Outro dia eu até sonhei com ele, mas, de fato, foi hoje que ele nasceu.
Chama-se Eugênio em homenagem a um personagem que eu gosto muito. E assim como o outro, a este também já chamam de Geninho. De gênio nada. Apenas baba, chora, tem cólicas e, de vez em quando sorri para nós, mostrando as gengivas desdentadas.
Meus pais estão muito felizes. Fico me perguntando se ficaram tanto assim quando eu mesmo nasci. Creio que sim, eu quase não me contenho. Compro mimos, presentes, penso no futuro. O gerente do banco diz que o Geninho precisa de um CPF para poder ter um plano de previdência. Eu acho cedo para o menino ter já este fardo.
Esta noite eu vou lhe contar uma história. E do plano das idéias mesmo vou tirar esta histórias sobre todos os gigantes, ou moinhos de vento, que enfrentei para poder chegar aqui e segurá-lo nos braços, beijar-lhe a fronte e dizer, como nunca antes, “eu te amo”.
1745: Após quatro anos de trabalho insano, convence-se finalmente de que está às vésperas do sucesso. Numa cerimônia de grande solenidade, exibe para seus pares uma nova tentativa: duas fatias de peru com uma fatia de pão no meio. A obra é rejeitada por todos, exceto David Hume, que pressente naquilo a iminência de algo importante e o encoraja. Estimulado pela amizade do filósofo, retorna ao trabalho com vigor renovado.
Woody Allen no conto “A história de uma grande invenção” contando sua versão da invenção do sanduíche pelo Conde de Sanduíche.
FOLHA - E o Rio, que tal?
PARIS HILTON - Eu amei a cidade, é linda. O clima é ótimo, há tanta coisa para se fazer.
FOLHA - Mas você não fez praticamente nada, ficou só no hotel.
PARIS - É. Eu estava trabalhando no hotel. Fazendo ensaios fotográficos, fazendo coisas para a cerveja. Mas vi o pôr do sol, foi bem relaxante.
FOLHA - Um jornal disse que você não sabia o que significa “devassa”.
PARIS - Eu sei. Quer dizer “sexy girl” [garota sexy].
FOLHA - É o que eles lhe disseram?
[Dawn Milla, a RP de Paris, interrompe a entrevista e questiona: “O que você quer dizer com “foi o que eles lhe disseram”? Que pergunta é essa? Você acha que assinaríamos o contrato se não soubéssemos?” A coluna responde que “devassa” seria mais próximo de “dirty girl”, ou “garota obscena”].
PARIS - [Irritada] É isso. É “sexy girl”.
FOLHA - Você, com muitos fãs adolescentes, não se incomoda em associar sua imagem a uma bebida alcoólica?
PARIS - Estamos no Rio, no Carnaval, é isso o que as pessoas fazem aqui, se divertem, pegam uma bebida. Não ligo. Sou uma mulher de negócios.
FOLHA - É que você fez fama ao aparecer várias vezes bêbada em festas, e isso foi sempre polêmico…
[Sua RP interrompe novamente e diz: “Não. Essa pergunta, não!”]
Mas o senhor não sente falta do ato de escrever?
Não, nenhuma falta. Ainda escrevo episodicamente. Há algumas semanas, uma empresa de publicidade de São Paulo me pediu um texto, uma carta para o Dia das Telefonistas. Fiz o trabalho. Mas, enfim, é episódico. Não é constante. Quando houve o centenário do Manuel Bandeira, o meu amigo Salvador Monteiro e Leonel Katz - da Editora Alumbramento - fizeram um álbum de fotografias do Manuel e me pediram. Fiz vinte e um poemas sobre a vida do Manuel Bandeira.
Trecho de Dossiê Drummond, do jornalista Geneton Moraes Neto.
Alguém sabe onde posso encontrar este anúncio do dia da telefonista?
“De qualquer maneira, na hora em que ela foi ao toalete, lá na outra ala, o D.B me perguntou o que eu pensava sobre esse troço todo que acabei de contar. Eu não soube o que dizer. Para ser franco, não sei o que eu acho disso tudo. Tenho pena de ter contado o negócio a tanta gente. Só sei mesmo é que sinto uma espécie de saudade de todo mundo que entra na estória. (…) É engraçado. A gente nunca devia contar nada a ninguém. Mal acaba de contar, a gente começa a sentir saudade de todo mundo.”
Holden Caulfield
O Apanhandor no Campo de Centeio de J. D. Salinger
(Escrevi este texto um tempo atrás pensando em lançar um blog sobre lavagem de roupas. Infelizmente teria de contar com o trabalho de terceiros para colocá-lo no ar e isso complicou um pouco as coisas. Para não desperdiçar publico aqui.)
Em 1999 a Unilever lançou uma versão líquida do detergente para roupas Omo no Brasil. As donas de casa não gostaram do produto e em menos de 5 anos ele estava fora de mercado. Se você perguntar para sua mãe, é muito prováve que ela vá de sabão em pó sem pestanejar.
Mas, como hábito, vamos contrariar nossas mães e entender melhor porque usar sabão líquido pode ser mais vantajoso. A primeira comparação se dá por rendimento. Se comparados dois produtos de mesma qualidade, 1 kg de Omo em pó rende o mesmo que 1 L de Ariel Líquido. A comparação pode até parecer ser mais rentável para o sabão em pó, mas é falsa. Se usadas as medidas indicadas na embalagem (e não há motivos para não usar), os produtos durarão o mesmo número de lavagens.
No quesito preço ainda há empate técnico. Em pesquisa feita no site do Pão de Açucar*um litro de Ariel custa o mesmo que um quilo de Omo Multi Ação, R$ 4,98.
Então qual a diferença entre usar o detergente em pó ou líquido? A primeira vantagem está na prevenção de manchas. Sabão usado incorrentamente, provoca manchas nas roupas, principalmente nas escuras. Como cada máquina de lavar tem uma forma diferente de acomodar e diluir o detergente, sempre existe a chance de que ele fique mal diluído e manche as peças. Com o sabão líquido, a diluição é muito mais fácil e, pelo menos todos os testados até agora (Ariel, Ace, Tanto, Coquel, Woolite) podem ser aplicados diretamente sobre as roupas sem o risco de manchar os tecidos. Pode parecer pouco, mas por poder ser aplicado diretamente sobre as manchas, sabão líquido vai diretamente nas manchas como forma de pré-tratamento para eliminá-las mais facilmente.
Outro benefício observado é que os detergentes líquidos fazem menos espuma, tornando o exágue mais eficiente, principalmente em máquinas com tampa frontal.
*Pesquisa realizada em 4 de janeiro de 2010 pelo site www.paodeacucar.com.br