Daltr

6 pedras nos meus rins e mais alguma coisa
Nov 09
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Contra todos os males

Contra todos os males

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Nov 05
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Beber diariamente, se você não é russo, irlandês ou nórdico, pode levantar dúvidas sobre o seu grau de dependência alcoólica. Se você trabalha em bar ou, como eu, escreve sobre bebidas, fica mais exposto aos prazeres etílicos e suas tentações.
— Maurício Taglieri no Terra Magazine (via CCSP)
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Nov 03
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Houve um tempo em que anúncio tinha texto de apoio. Eu gostava mais assim.

Houve um tempo em que anúncio tinha texto de apoio. Eu gostava mais assim.

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O problema é que qualquer decisão tomada na Escandinávia sobre a dureza do mundo parece aconselhamento sexual dado por virgens que detestam sexo para prostitutas, essas nossas parceiras ancestrais. Que Deus as proteja. Quantas vidas solitárias elas já não salvaram?
— Luiz Felipe Pondé na Folha ontem sobre o Nobel concedido a Obama
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Nov 02
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Jean-Michel Frodon, ex-diretor da "Cahiers du Cinèma", na Folha hoje

  • FOLHA - Como vai o cinema brasileiro?
  • JEAN-MICHEL FRODON - É um cinema sem maior brilho. Vi alguns documentários interessantes, mas o cinema brasileiro não é tão bom quanto poderia ser, ou o quanto imaginamos que seria. O último filme brasileiro do qual eu gostei foi "Mutum".
  • FOLHA - Houve algum momento, além do cinema novo, em que o Brasil chamou a atenção da crítica internacional?
  • FRODON - Havia muita expectativa quando o Brasil voltou a ser um país democrático e, depois, a esperança de que o fenômeno Walter Salles não fosse isolado. Mas a promessa não se cumpriu. A Globo soube tirar vantagem do desenvolvimento do país e isso teve efeitos sobre o cinema.
  • FOLHA - Por o cinema brasileiro era visto como promessa?
  • FRODON - Porque o Brasil parece um país obviamente feito para o cinema. As paisagens, a riqueza cultural, a genialidade de um diretor como Mário Peixoto... Alguém poderia até questionar o seguinte: os mesmos ingredientes que fazem o futebol brasileiro ser único não poderiam ser também utilizados no cinema? O Brasil vem ganhando visibilidade internacional e poderia traduzir esse movimento histórico em filmes, mas, ao contrário da China e de outros países asiáticos, não tem feito isso.
  • FOLHA - O senhor vê algo de brasileiro em filmes como "Ensaio sobre a Cegueira" ou "O Jardineiro Fiel", de Fernando Meirelles?
  • FRODON - Eu os vejo como filmes internacionais. E ruins.
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Oct 29
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Em outras palavras, o soldado do tráfico está se identificando com as representações do heroísmo assim como elas são vendidas pela produção cultural de massa (sobretudo de segunda categoria): o que ele quer é, antes de mais nada, encarnar um clichê. Por isso mesmo, aliás, ele é patético, no duplo sentido da palavra: sinistro (porque quem age para sair bem na foto é capaz de qualquer pose -ou seja, de qualquer selvageria que capture o olhar do outro) e tocante (pela miséria de seu destino).
— Contardo Calligaris, Clichês de vida e de morte, hoje na Folha de S. Paulo (só para assinantes).
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Oct 28
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Existe a vida interior, que é o mundo da realidade básica, o mundo da memória, da emoção, da imaginação, da inteligência, do bom senso, e que funciona o tempo todo, conscientemente ou não, como o bater do coração. Existe também o processo do pensamento, pelo qual entramos nessa vida interior e capturamos as respostas e as evidências que nos dão base para tratar das questões que vêm de fora. Esse processo de vasculhamento, de persuasão, de emboscada, de caçada, ou de rendição, é o tipo de pensamento que precisamos aprender, e se não o aprendemos, nossas mentes ficam dentro de nós como os peixes no lago de uma pessoa que não sabe pescar.
— Ted Hughes, extraído do blog do Marcelo Coelho.
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Oct 20
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Mad Men 106

Roy: Então o quê faz, Don?

Don: Eu explodo pontes.

Midge: Don é um publicitário.

Roy: Não acredito. Madison Avenue? Que legal!

Midge: Todos temos que servir alguém.

Roy: Perpetuando mentiras.Como você dorme à noite?

Don: Em uma cama de dinheiro.

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Oct 12
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Colors of São Paulo

Iniciativa legal do Daniel Filho (do UOL, não o da Globo) de criar o Color of São Paulo. Um tumblr colaborativo onde todo mundo pode subir uma fotografia de algum lugar de São Paulo e indicar onde esta fotografia foi feita. Os endereços adicionados aos posts levam ao Google Maps quando se clica neles.

Quer tentar: http://colorsofsp.tumblr.com/

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Oct 11
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I am the Architect. I created the Matrix. I’ve been waiting for you. You have many questions, and although the process has altered your consciousness, you remain irrevocably human. Ergo, some of my answers you will understand, and some of them you will not. Concordantly, while your first question may be the most pertinent, you may or may not realize it is also the most irrelevant.
— Arquiteto, Matrix Reloaded (2003)
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Sep 24
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Bodas

Protestante de cabelo comprido e roupas sóbrias, foi criada isolada do mundo corrompido, dentro dele, mas ausente de suas ilicitudes. Durante muitos anos ouviu de seus pais o que a vida ainda lhe proporcionaria: um marido, filhos, ser professora da escola dominical.

A fé, nestes momentos, a impedia de achar que a vida é um pouco mais do que isso.  Contudo, essa voz, por mais que baixa, ainda era audível na forma de um descontentamento constante, uma fadiga espiritual.

Foi essa voz que a levou a contrariar os pais no momento de escolher o curso que faria na faculdade. Por eles Letras era um curso condizente com o desejo deles de ter uma filha que também fosse uma boa mãe e melhor ainda professora da escola dominical. Ela porém decidiu que faria jornalismo. Ninguém em casa apoiou a decisão, mas ficaram felizes quando ela foi aprovada no vestibular.

Ela passou pela faculdade sem se envolver muito com as atividades mais desejadas dos calouros e veteranos. Nada de festas, encontros em repúblicas, churrascos e bebedeiras. Fez um pequeno grupo de amigos, pessoas que não se preocupavam muito em julgar sua vida. Foram bons anos para ela.

Mas depois de formada, veio novamente o incômodo. Não iria trabalhar na área. Seria demais. Seus pais já planejavam  o seu casamento. Sinceramente ela não contava com isso. Preferia continuar com o incômodo que conhecia, um novo poderia ser bem pior.

Mas, quando viu que não haveria escapatória para o casamento, resolveu ela tomar as rédeas do negócio e tomar pelo menos parte desta decisão. Pretendentes nunca lhe faltaram. O que faltava era interesse. Entre eles, escolheu o que parecia mais interessado nas mesmas coisas que ela. Se não lhe cerceasse o direito ao silêncio e nem os momentos de solidão, já seria uma ótima companhia.

A cerimônia foi simples, conforme seu desejo.  Um evento pequeno para familiares e amigos mais próximos. Ainda faltaria uma segunda cerimônia fechada só entre o casal e o pastor. Só após esta, o casamento estaria consumado. Ficou um pouco nervosa nesta noite. Afinal, uma experiência nova ali aconteceria. Nunca pensou muito em sexo. Agora teria de fazê-lo. Era obrigação dela gerar filhos o quanto antes.

Ele foi muito atencioso. Certificou-se de que tudo estaria de acordo com a vontade dela. Ela descobriu um prazer muito maior que a maternidade poderia lhe dar. Ao contrário da dor anunciada, teve orgasmos, vários. Esse prazer imenso lhe calou pela primeira vez a voz que até a pouco gritava em seu peito. Sentia-se agora plena e pronta para começar a viver.

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Sep 19
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O caricaturista é uma pessoa que nos ajuda a viver, manifestando o cômico subjacente no trivial, no grave ou no dramático. Rimos dos outros sem desconfiar que rimos de nós mesmos e da condição humana
— Carlos Drummond de Andrade em crônica de 1971
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Sep 17
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Já se disse, de certo escritor, que era um puro estilo à procura de ideias que nunca lhe ocorriam. Os candidatos da oposição parecem ser, na melhor das hipóteses, índices de popularidade à procura de um discurso que não sabem qual será.
— Editorial da Folha de S. Paulo hoje, comentando a entrevista de Aécio Neves ontem no mesmo jornal.
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Sep 16
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Brazilians are making Zé Mayer facts, a joke with the actor that always does the same type of character: a handsome and seductive man, who always hooks up with woman half his age. A soap opera staring him launched last Monday.
Explicação do Twitter para o termo “Zé Mayer” que frequentou o Trending Topics de hoje por lá. Dica de João Brunelli.
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O que aconteceu com a carreira de Patrick Swayze? Foi uma questão de escolhas pessoais ou escolhas de Hollywood? Arrisco uma tese. Swayze foi um ator de transição entre duas épocas: os herois anabolizados dos anos 80, como Sylvester Stallone e Arnold Schwarzenegger, e os galãs mais femininos dos 90, como Brad Pitt, Tom Cruise e Keanu Reeves. Seu tipo atlético lembrava a primeira turma, mas sua suavidade o aproximava do segundo time.
— Ricardo Calil, ontem, em seu blog.
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