Jorge é um argentino que acabou de ler “Jorge, um Brasileiro” , aquele livro para se ler numa talgada só do Oswaldo França Júnior. Ele não entendeu bem, não o livro em si, mas porque alguém acorda todo e faz a mesma coisa sem nenhum objetivo claro. Porque pegar um caminhão e levar uma carga para um lugar inóspito onde as estradas querem te matar. Jorge, o argentino, não entende Jorge, o brasileiro.
Os tangos são tão bonitos porque são sobre a vida dos outros. Alguém já disse que o tango nada mais é que um pensamento triste que se pode dançar. Mas o que Jorge não entende é porque tem quem queira viver este pensamento triste.
Pensando nisso e sem quem tivesse lido o livro para contrapor suas idéias, Jorge pediu ao seu filho que o lesse também. Jorgito, do alto de seus 16 anos, boa parte deles vividos sob um governo Kirschner, disse após uma leitura desinteressada, que as pessoas vivem esse pensamento imposto porque lhes é imposto. Quando Jorge peguntou ao Jorgito quem é este impositor, ouviu do filho que é todo mundo e ninguém, um pai que obriga o filho a ler um livro depois do almoço para especular sobre isso, um chefe que erra a quantidade de dias de férias que seus funcionários tem direito, um padre pedófilo, qualquer um pode ser o carcereiro e o prisioneiro dessa idéia triste.
Jorge não ouviu o final do que o filho disse, voltou a não entender o Jorge, um brasileiro e só conseguiu chegar a uma conclusão. Nunca mais pegaria um livro para ler só porque gostou do nome.
Tive problema parecido com o Submarino e sei o que é que o Daniel está passando. Compartilho para que ninguém mais passe por isso seja na Saraiva, seja no Submarino.
Fui até um shopping no dia 20/12, próximo de casa (São Paulo) e entrei na Saraiva MegaStore. Compro muito lá, toda semana levo um livro ou um dvd. Até mesmo quando quero alguma revista, é lá que compro.
Eis que nesse dia vi uma coisa que sempre quis e então resolvi comprar. O kit completo com todos os intrumentos (bateria, guitarra e microfone) e o jogo “Guitar Hero: World Tour”. Na loja física, haviam 3 quando perguntei. Pensei: vou terminar de dar uma volta no shopping e, antes de ir embora, volto buscar. Quando voltei todos haviam acabado.
Gentilmente, pedi para que o atendente verificasse se havia em mais alguma outra loja da marca, eu iria buscar. Ele disse que não, só online. 432 peças (eu lembro por causa da sequência). Mas ele disse que chegaria mais na segunda-feira. Fui na segunda, mas não havia chegado. Voltei pra casa e comprei pela Saraiva Online.
No anúncio dizia
- Entrega em 1 dia útil (após a confirmação do pagamento)
- 5% de desconto no pagamento via boleto bancário
- Frete grátis para compras acima de R$ 30,00
Vamos ver: O pagamento do pedido foi confirmado dia 22/12 (1 dia após o pagamento), no anúncio do site dizia entrega em UM dia útil, no e-mail de confirmação dizia TRÊS dias úteis. Me senti meio palhaço por isso. Mesmo assim, já se passaram 8 dias “úteis” (sábado conta como dia de entrega, segundo a própria Saraiva. Mas digamos que foram 6. Já é o dobro do prometido).
Os desconto de 5% para pagamento via boleto bancário NÃO EXISTIU. Eu paguei o preço cheio, R$ 799,00 e, como podem ver pelo screenshot do e-mail, eu paguei por BOLETO.
O frete é gratuito porque não existe frete. Simples assim.
O problema é que eles não fazem a mínima idéia de onde está o produto. Segundo a loja, eles enviaram o pacote pelo correio, me passaram um código de rastreamento que, quando você consulta, ele diz que não existe.
Sei que tem gente que compra coisa de maior valor e é lesado de maneira ainda pior, mas eu só quero compartilhar o MEU caso.
Hoje é sábado. Segunda eu vou ao Procon, fazer parte das estatísticas.
Vou continuar indo comprar dvd, revistas, cds, livros e caderninhos de anotação na Saraiva. Na loja. Na Saraiva Online, acho que vai demorar um pouco.
Se o seu cachorro não te reconhece,
se os seus melhores amigos desaparecem,
se faz um calor do cão,
Se o ano acaba com você,
se o seu cunhado rouba TV a cabo,
se ele ainda bate no peito com orgulho,
se te falta dinheiro,
se sabe que faltará no ano que vem também,
se lamenta coisas que deixou de fazer,
se mesmo entre as pessoas você está só,
se não vem o 13º,
se o 12º não deu nem pro cheiro…
Fica o meu desejo:
Que 2010 seja melhor do que isso.
Faça compras no Submarino. Eles não ligam a mínima para você.
E não foi só comigo: todo mundo só reclama.
Dubin e eu tínhamos longas discussões, na editora e na mesa do bar, sobre literatura e gramática, e discordávamos radicalmente quanto à colocação de vírgulas. Dubin é um oficialista, diz que há leis para o uso da vírgula que devem ser respeitadas. Eu sou relativista: acho que vírgulas são como confeitos num bolo, a serem espalhadas com parcimônia nos lugares onde fiquem bem e não atrapalhem a degustação.
Do editor, até agora sem nome, em Os Espiões de Luís Fernando Veríssimo (outro presente de Bruna, Tomás e Flávio).
“Nas menores oportunidades, Jake gostava de contar a qualquer um que estivesse ao alcance de sua voz os três grandes segredos de como proceder quando não se tem a mais vaga idéia do que se está fazendo. Esses segredos, na ordem em que invarialvelmente os listava, eram: intuição, razão e desespero.”
Trecho da novela Fup de Jim Dodge. (Obrigado aos amigos Bruna, Tomás e Flavio pelo mimo)
Murder by numbers - The Police
Sonhei esta noite que tive um filho. Por algum motivo, quando cheguei na maternidade o menino já estava no bercinho, me esperando. Minha primeira reação foi de inquietação, ele não se parecia muito comigo, mas num exame mais atento fui me reconhecendo no pequeno.
Acho que nunca me senti tão feliz em nenhum dos meus sonhos. Saí para passear com o meu filho pelas ruas da Chácara Santo Antonio, mostrei para ele, mesmo sabendo que não podia entender, os lugares em que trabalhei, em que costumava comer, em que comprei parte das coisas que deixarei para ele. Acho que nunca me senti tão feliz nem acordado.
Quando o ruído do despertador me acordou fiquei desconsolado. E o dia começou triste como se meu filho tivesse morrido e eu nem no velá-lo pudesse.
“Apesar do significado religioso das oferendas, as fraudes grassavam na linha de produção. As análises de Salima com raio X revelaram toda variedade de abusos contra os consumidor: um animal mais barato substituindo um mais raro e caro; belas bandagens circundando nada além de barro. Quanto mais atraente a embalagem, maior a chance de fraude, constatou a cientinsta.”
Trecho da matéria de A.R. Willians para a National Geographic comprovando que muito antes de se comprar gato por lebre já se comprava múmia de gato por múmia de lebre.
Não é tão novo, mas é do disco novo. Muito bomo som e o clipe dirigido pelo Cameron Crowe.
Direto do blog do Arnaldo Branco.